Você abriu aquele sorriso

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Era a minha primeira viagem a trabalho. Eu tava me sentido extremamente feliz e São Paulo parecia pequena e calma para tanto sentimento transbordando dentro de mim. Dá para imaginar que a agencia de Publicidade que eu sempre sonhei me contratou para uns trabalhos? Eu tava sozinho no meio daquelas pessoas na Avenida Paulista e queria muito contar a alguém. Contar que era uma conquista que eu sonhei... com você. Ai eu lembrei, você morava em São Paulo agora. Numa daquelas conversas que a gente tem quando sente saudade de alguém que sempre torceu pela gente, você me disse que eu podia ligar quando quisesse. Seja para reclamar da vida ou celebrá-la. Melhor que fosse para celebrar. Então eu disquei seu numero que eu ainda sabia de cor.

Você atendeu no segundo toque. Ouvir sua voz me deu um frio na espinha. Parecia muito certo te chamar para comemorar comigo. Eu contei que tava na cidade e queria te ver. Precisava te ver. Você parecia tão surpresa que mesmo pelo telefone eu pude ver você parando o que quer que estivesse fazendo para processar o que acabou de ouvir. Então, eu te convidei para um café no Starbucks. Você disse que tava ocupada com as autorizações das matérias para a revista, mas que aceitava.

São Paulo tava frio. Mas não congelava a minha felicidade. A cafeteria não tava tão longe de onde eu parei, então resolvi ir andando mesmo. Os passos ajudavam a controlar a ansiedade diante de tanta coisa boa que tava acontecendo. Foram vinte minutos observando tudo ao meu redor e não prestando atenção em nada ao mesmo tempo. Até eu chegar e te ver.

Você estava tão linda! Era assim que eu sempre te imaginei quando me contava dos sonhos de trabalhar numa revista. Agora você usava óculos de grau estilo gatinho. Estava com um batom na cor vinho. Vestia um pullover no tom de rosa bem clarinho e uma daquelas calças largas e curtas. Nunca gravei o nome desse tipo de calça, você sempre ria quando eu tentava dizer o nome. Acho que é algo como pantacourt. Eu sabia que você tinha mudado todo o seu guarda-roupa. Sempre foi muito estilosa, mas não abria mão do conforto. Isso não mudou nada, notei que estava com um tênis branco no lugar de saltos. Você sendo você.

Sabe, eu ainda leio seu blog e minha coluna preferida é a de moda masculina. Porque é lá que eu me inspiro, já que você não ta mais para escolher minhas roupas de sexta-feira pro concerto. Eu confesso que aprendi a fazer compras sozinho no shopping e me surpreendi o quanto gostei de cuidar de mim. Ter meu próprio estilo, que eu sempre tive, você costumava dizer. Mas eu sou um leitor assíduo e apaixonado por seus textos. Eu ainda sei identificar quando algo é verdadeiro ou é só crônica sua.

Você abriu aquele sorriso acolhedor quando me viu entrar e ir até onde você tava. O abraço foi daqueles de um reencontro tão gostoso que a gente nem vê o tempo passar enquanto a conversa flui. Eu não podia estar mais satisfeito ao ver sua reação de felicidade para a minha noticia. A gente não podia ficar só num café, estendemos pro jantar e nem parecia que tanta coisa tinha mudado assim.

Mas mudou. Era minha primeira viagem a trabalho, mas aquela sensação que as coisas estavam no seu devido lugar, era a melhor mudança que eu podia comemorar ao seu lado.

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1 comentários

  1. Dani, seus textos são incríveis! Esse então, foi maravilhoso <3 continue postando sempre viu? Beijinhos da Thamy :D

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