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Jornalismo literário - livros reportágens

by - 09:30

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Todos sabem que faço Jornalismo, certo? Certo! Pois bem, no semestre anterior, na matéria de Redação e Produção Jornalística II, foi proposto para os alunos lerem livros reportagens – que foram escritos em linguagem literária – para fazer uma breve apresentação em sala de aula. Estava querendo abordar o assunto sobre a faculdade de jornalismo de alguma maneira aqui no blog. Então depois disso, resolvi indicar alguns livros que acho super interessantes para acadêmicos de jornalismo e para quem quiser ler, claro. Não li todos que estão na lista, mas li diversas resenhas e ouvi opiniões que me despertaram o interesse.

Vem comigo ver os escolhidos!

A Sangue Frio - Truman Capote
Com o objetivo de fazer uma reportagem sobre o assassinato do casal Clutter e seus dois filhos, ocorrido em 1959 na cidade de Holcomb, nos Kansas, Estados Unidos, Truman Capote passou mais de um ano na região, entrevistando os moradores e investigando as circuntâncias do crime. Sem gravador ou bloco de notas, munido apenas de sua prodigiosa memória e de um talento excepcional para observar detalhes, escrafunchar informações e, sobretudo, contar uma boa história, Capote produziu um clássico do jornalista literário.


Fama e anonimato – Gay Talese
O livro “Fama e anonimato” está repleto de informações cotidianas, mas que, nas mãos de um escritor que possui feeling, imprimem o sentimentalismo concreto da cidade e o face de seus moradores. Nas três séries de reportagens reunidas no livro, Talese abriu a picada do que mais tarde seria batizado de “novo jornalismo”, ou jornalismo literário, um tipo de reportagem que alia um texto de alta qualidade a uma narrativa poética, neste caso, um retrato agudo do universo urbano de Nova York. Publicado no Brasil em 1973 com o título de ‘Aos olhos da multidão’, o livro se tornou referência entre jornalistas e escritores.


1984 - George Orwell
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.

O Reino e o Poder – Gay Talese
The New York Times, o jornal mais influente do mundo, foi fundado por um filho de imigrantes que, antes de iniciar uma dinastia de editores, trabalhou como servente, jornaleiro, office-boy e tipógrafo. Porta-voz do establishment, durante boa parte do século XX exerceu efetivamente o 'quarto poder' nos Estados Unidos. Como toda grande instituição, abrigou lutas e batalhas pelo poder, numa guerra traduzida em conflitos de personalidade, manipulações, choques de interesses, alianças táticas, vitórias exultantes e decepções profundas. A história desse grande jornal é apresentada aqui pelo editor e ensaísta Gay Talese, um dos expoentes do 'novo jornalismo'- gênero que combina as técnicas descritivas do romance com o realismo da não-ficção. Talese expõe a filosofia e os princípios editoriais do Times, descreve as mudanças que o jornal sofreu ao longo de mais de um século de existência, identifica suas contradições, analisa a atuação de suas figuras-chave e destaca suas relações (às vezes incestuosas) com o poder político. 


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2 comentários

  1. Amei o post! Pretendo fazer jornalismo e já vi esse "1984" sendo indicado em vários lugares (;

    Mil beijos,
    www.vidacompartilhada.com

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  2. Adorei! Pretendo fazer jornalismo também e tava pensando em ler 1984, alguns dos meus professores e amigos me indicaram, sem contar que já vi várias resenhas dele pela blogosfera ^^
    Um beijão,
    Gabi do likegabs.blogspot.com ♡

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