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Resenha: O Diário de Anne Frank

by - 22:43


Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank
Editora: BestBolso
Sinopse: 12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.

Antes de começar a falar do livro preciso dizer que o que eu não li em todo esse ano por falta de tempo, lerei nessas férias. Só eu sei o quanto senti saudades das minhas leituras e voltar foi a melhor coisa do mundo. Enfim, comecei por este que ganhei de amigo secreto de livros. Quando terminei de ler fiquei me perguntando porque não havia lido antes este livro. Simplesmente lindo e trágico ao mesmo tempo.

Ao longo da leitura fiquei o tempo todo pensando: isso aconteceu de verdade e passei admirar Anne eternamente. Fiquei impressionada o quanto uma menina de 13-15 - período que escreveu esse diário - pode suportar tanta pressão sem desistir de fato da vida. Em meio aos conflitos do Anexo Secreto (nome que deu ao esconderijo) e da Segunda Guerra Mundial ainda pensava no futuro e no que gostaria de ser quando a guerra acabasse. 

Anne estava longe de ser a menina meiga e fofa que a maioria pensava. Ela é ousada e mesmo sendo criticada pela própria família e os outros que moravam com ela no Anexo não tinha medo de dizer o que pensava. Várias vezes, no diário, Anne dizia que era dividida em duas: a Anne doce que não deixava se abalar e a Anne que só queria um pouco de paz, nunca deixava essa segunda ficar por muito tempo. 

Apaixonei-me por Anne e por Peter - filho da outra família que morou com eles no Anexo Secreto - foram dois jovens sonhando em meio a guerra, podia sentir a profundidade dos dois e só desejava que eles pudessem viver juntos depois de todo sofrimento. Mas todos sabem o final né?

A falta de higiene, a fome, o desconforto, a falta de perspectiva, as condições precárias, as brigas e dificuldades e até mesmo o medo de serem descobertos, não permitiu que Anne desistisse por um segundo que fosse. Mesmo quando sentia que ia entregar os pontos, arrumava um motivo para não desistir e foi forte até o último segundo. Acredito que isso aconteceu por causa do diário. Ela escrevia sobre os dias, os presentes que ganhavam nos aniversários e feriados, as brigas entre os integrantes do Anexo Secreto, os desejos, sobre tudo. Chamava o diário de Kitty, escrevia como se estivesse conversando com uma amiga. Algumas vezes pude até me identificar com alguns de seus sentimentos.

Amei essa leitura e com certeza todos deveriam ter esse livro. Saber o que se passava na mente de uma jovem judia na época da guerra não tem preço e faz a gente refletir sobre tantos conflitos no mundo. Recomendo.

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5 comentários

  1. Amo histórias da guerra mas ao mesmo tempo penso 3 vezes antes de ler pois sempre choro! ahahahha amei a resenha e fiquei louca pra criar coragem e ler! kkkkk

    www.fashionworldbykaren.com

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  2. Diário incrível não é? Pra mim é uma história emocionante, Anne e a família Frank foram guerreiros. Também tem dois filmes, já assistiu? Recomendo.
    Ha três anos estive na Holanda e tive a oportunidade de ir á casa de Anne Frank. Se tu por um acaso marcar uma viagem para a Europa, não deixa de visitar. É mágico, principalmente depois de ler o livro! ;)

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  3. Nossa o livro parece ser otimo, e com sua resenha me deixou super curiosa para ler beijos <3 http://www.blogdaxavier.com.br/

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  4. Necessito ler este livro Dani!!! Parece ser muito bom e triste... Procurei pra caramba em uma livraria aqui na minha cidade e não encontrei
    Saudades de visitar seu blog, ótimo como sempre
    beijos
    Cecilia Perri

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  5. Tomei conhecimento da existência desse livro por causa do filme A Culpa é das Estrelas. Sim, eu sou super poser! Fiquei com medo de ler, sou muito chorona e fico muito mal quando assisto ou leio histórias tristes, ainda mais sabendo que aconteceu de verdade.

    Eu, Garota Anônima

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